sábado, 29 de agosto de 2015

#RPGaDay2015: Site ou Blog de RPG Preferido


Meu blog sobre RPG preferido era certamente o Grognardia. Foi em grande parte devido a ele que eu iniciei o Dungeon Compendium e me interessei pela OSR. O que era bom no Grognardia é que além de materiais de jogo, ele trazia também muitas discussões sobre diversos assuntos relacionados ao RPG, e muitas matérias contando a história do hobby. E o autor, James Maliszewski, tinha bastante conhecimento do assunto.

Mas apesar de o Grognardia ainda estar no ar, disponível para qualquer um que desejar consultá-lo, ele não é mais atualizado a anos. Por isso acho que devo dar uma resposta considerando sites ou blogs ainda ativos. 

Dentre os blogs que estão ativos hoje em dia, eu gosto muito do Módulos RPG, mas ele tem tido apenas 1d4 postagens no ano, então ele quase cai na mesma categoria do Grognardia.

Sendo assim, fico com o Blog of Holding. Ele eventualmente traz algumas discussões a respeito de assuntos relacionados a RPG, frequentemente traz umas ideias e regras diretamente aplicáveis a qualquer jogo D&D-like, e tem uma visão bem criativa a respeito das coisas. Os únicos poréns é que às vezes ele é muito voltado para as edições mais recentes do D&D, e a frequência de atualização é muito baixa.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

#RPGaDay2015: Jogo Favorito o Qual Não Joga Mais

Um jogo do qual eu gosto muito mas já faz vários anos que eu não jogo é Lobisomem, O Apocalipse.

De todos os cenários do antigo Mundo das Trevas, Lobisomem, O Apocalipse é de longe o meu predileto. Joguei várias campanhas desse jogo antigamente, algumas bem longas, mas por diversas razões, após algum tempo nunca mais joguei. Até tentamos começar uma nova campanha a uns 3 ou 4 anos atrás com meu grupo atual, mas o mestre não se empolgou e a coisa não foi pra frente. 

O que mais me atrai no cenário de Lobisomem é a metafísica, os reinos espirituais, a natureza animista do mundo, a importância do instinto animal na psique do lobisomem, a corrupção da Wyrm, e todas as complexas relações sociopolíticas advindas disso. Grande parte dos críticos de Lobisomem, O Apocalipse só veem a parte da “porrada” do jogo, considerando este como o irmão hack’n slash do Vampiro, A Máscara, mas ainda que a violência seja inerente ao jogo (afinal, lobisomens são feras lutando pela sobrevivência), ele tem muito mais a oferecer, sendo um jogo tão profundo e social quanto os jogadores estiverem dispostos a encarar.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

#RPGaDay2015: Ideia Favorita Para Mesclar Dois Jogos Em Um

Esta é uma pergunta que eu acho um pouco confusa. E a confusão reside no fato de que a pergunta não deixa claro se “mesclar dois jogos” envolve apenas os jogos como um todo, ou se pegar o cenário de um e as regras de outro também conta.

Particularmente, eu não entendo que usar o cenário de um jogo com as regras de outro seja “mesclar” dois jogos, para mim isso é uma mera adaptação do cenário. Portanto, usarei o conceito de mesclar não apenas cenário mas também as regras de dois jogos.

Adaptações de cenários para outros sistemas eu já fiz algumas, mas misturar de fato dois jogos inteiros é algo que não me lembro de já ter feito (com exceção de misturar diversas edições e retroclones do D&D, o que basicamente é o meu AD&D 3.5, mas isso é um pouco diferente).

Apesar desse lance de misturar dois jogos não é muito a minha praia, existe uma mescla que eu gostaria de tentar um dia: Space Dragon e Old Dragon. Os dois jogos usam praticamente a mesma base de sistema, mas ainda são dois jogos distintos, com muitas diferenças entre si.

Essa mistura já foi feita de uma certa maneira na excelente aventura Expedição ao Pico do Abismo, mas o que eu imagino é uma mescla maior dos dois jogos, uma mistura mais constante e permanente, criando um cenário totalmente gonzo fantasy, com tecnologia super futurista, weird science, psiquismo, magia e fé, repleto de raças e criaturas estranhas, robôs, guerreiros e bárbaros. Um jogo digno de The Dying Earth e Thundarr, o Bárbaro!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

#RPGaDay2015: Inspiração Favorita Para Seus Jogos

Minha principal fonte de inspiração é a leitura. Em sua maioria romances e contos, mas muita coisa também tiro de revistas em quadrinhos e até mesmo de livros de História (sim, a história está cheia de boas fontes de inspiração!). Uma descrição bem-feita, uma cena bem pensada, um diálogo entusiasmante, um conceito incomum, um roteiro bem escrito ou mesmo um plot interessante, tudo isso serve de boas inspirações pra mim, e é possível achar muitas dessas coisas na literatura.

Mas obviamente, esta não é a única fonte de inspiração que uso para meus jogos. Filmes, séries, animações, ilustrações, conversas com os outros jogadores, outros jogos de RPG, biologia, física, química, tudo serve como fonte de inspiração.

Oras, certa vez bolei uma aventura cujo conceito me veio dentro do ônibus enquanto eu pensava no quanto a 4ªed do D&D havia bagunçado com o cenário de Forgotten Realms! Ou seja, até mesmo algo que me desagradou completamente também pode ser vir como fonte de inspiração.

No fim não importa muito de onde vem a inspiração, mas sim o que você faz com ela.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

#RPGaDay2015: Mecânica de Jogo Revolucionária Predileta

A mecânica de jogo mais revolucionária de todos os tempos, e que mais me agrada em toda a história do RPG, é certamente a dita Regra de Ouro.
 
Vocês podem estar achando que é brincadeira, mas é sério. A maioria de nós RPGistas está tão acostumado com a regra de ouro que não dá a devida importância a ela, muitas vezes sequer percebemos que ela está lá, fazendo nosso jogo funcionar. Alguns vão alegar que a regra de ouro existe desde o primeiro RPG publicado e faz parte de todo RPG, e portanto não pode ser considerada revolucionário. E eu direi que estão errados.

A regra de ouro é a mecânica que permite ao mestre de jogo alterar, ignorar ou incluir qualquer regra no jogo, para que este se adéque melhor às expectativas do grupo. Também é ela que define que o mestre pode tomar uma decisão momentânea para o fim de manter o jogo divertido. E por fim, é a regra de ouro que determina que na falta de uma regra (ou mesmo havendo uma), a palavra do mestre é lei e ele tem liberdade de decidir como proceder.

O que torna o RPG um jogo tão único e divertido é a liberdade que ele proporciona, a possibilidade de os jogadores tomar qualquer atitude com seus personagens, sem serem limitados a um conjunto pré-definido de “movimentos” ou “ações”. E em grande parte, é a regra de ouro que permite isso, que dá a liberdade do mestre adjudicar na hora o resultado de uma ação não prevista pelas regras.

Sem isso, RPGs seriam muito pouco diferentes de um jogo de tabuleiro ou um wargame. A regra de ouro é tão revolucionária que ela praticamente define todo um novo gênero de jogos. A regra de ouro é uma quebra de paradigmas, uma mecânica que diz que nas regras daquele jogo, a regra mais importante é uma que permite a você não segui-las. E certamente, a imensa maioria dos RPGistas consegue lembrar do impacto que isso teve para si na primeira vez em que teve contato com essa afirmação em um livro de RPG.

At DM discretion” é na minha opinião a melhor expressão que se pode encontrar em um manual de RPG, e por isso a minha mecânica revolucionária favorita é e sempre será a regra de ouro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O Ídolo da Semana

O ídolo dessa semana vai fugir um pouco do tema. Ao invés de mostrar uma versão do ídolo de Trampier, hoje trago a vocês um homenagem a uma das possíveis fontes de inspiração para aquela icônica ilustração:


Essa ilustração faz uma clara referência à cena do roubo da gema do ídolo no filme The Thief of Bagdad, uma cena que possivelmente tenha influenciado David Trampier em sua clássica ilustração da capa do primeiro Players Handbook.

#RPGaDay2015: Regra da Casa Favorita

Cada jogo costuma ter regras da casa diferentes, e portanto eleger uma favorita força uma comparação entre coisas completamente distintas. Mais distintas do que comparar dois sistemas inteiros completamente diferentes, já que no caso de sistemas ou jogos inteiros, podemos comparar o funcionamento do todo frente à proposta de cada jogo, e as regras da casa visam um aspecto específico, geralmente mínimo, e raramente versam sobre um mesmo tema.

Mas deixando essas complicações de lado, se tiver de escolher uma, acho que a regra da casa que acho mais divertida é a regra do D30. E o critério de escolha é exatamente esse: diversão. 

A regra do D30 não resolve distorções na regra, nem conserta falhas de sistema, muito menos visa equilibrar qualquer aspecto do jogo. Pelo contrário, o que ela faz é incluir um elemento caótico a mais no sistema, possibilitando resultados absurdos que de outra forma nunca ocorreriam – mas sem garantia nenhuma de que isso dê certo. E isso é muito divertido!
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